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  • Gatos idosos

  • Data: 25/08/2015
  • O tempo de vida médio de um gato que viva num lar sem acesso à rua é entre 10 e 15 anos, dependendo da alimentação e condições de saúde. Vivendo nas ruas eles normalmente vivem em torno de 6 ou 7 anos, mas muitos gatos, especialmente os comunitários que são vacinados e contam com ajuda de pessoas , podem passar dos 10 anos. Mas o que dizer de gatos que atravessam a fronteira dos 16, 18, 20 anos? Alguns já entraram no Guinness Book, livro dos recordes, por chegarem aos 26 anos. Passar dos 25 anos é realmente uma raridade mas, por outro lado, há cada vez mais casos de gatos que chegam ou passam dos 20 anos. Por que será?

    Um conjunto de fatores influencia na longevidade, inclusive, novos tratamentos contra doenças antigas. O ambiente em que o gato vive, uma alimentação balanceada e adequada para cada fase da vida, e um boa pitada de DNA mais resistente a doenças podem fazer um gato ter bem mais que as famosas “sete vidas”. Além disso, os tutores precisam estar atentos para o sinais de problemas ligados ao envelhecimento. Alguns gatos vão perdendo a visão, outros a audição, podem ter alguma dificuldade motora decorrente do desgaste dos ossos e quase sempre possuem gengivites e tártaro. Esses males, comuns na idade avançada, quando devidamente tratados, também podem favorecer uma vida longa.

    Primeiro é preciso entender a diferença entre um gato idoso e geriátrico. Até os oito meses, um gato pode ser considerado filhote. De um a sete anos é adulto. A partir dos oito anos é idoso e, se passar dos 12, terá entrado na fase geriátrica. Os veterinários aconselham check ups  a partir dos nove anos. “A primeira coisa a fazer é um perfil senil uma vez por ano. Isso significa uma bateria de exames com os quais se pode avaliar a taxa de glicemia no sangue, a parte renal, hepática, o coração, enfim, um retrato da saúde do felino. Ultrassom do abdômen também pode ser interessante a partir de uma idade avançada mesmo que o gato não demonstre problemas. Esses exames periódicos podem ajudar o gato a viver bem mais”, comenta o veterinário José Francisco Costa Neto da Clínica Soft Dogs (SP). O veterinário acredita que as rações balanceadas, a genética e os cuidados gerais com a saúde do gato é que garantem a longevidade.

    Um problema muito comum, especialmente com gatos que não saem de casa, é a obesidade. A partir dos 8 anos de idade é importante não vacilar com os mimos e evitar petiscos e comida gordurosa. Comida caseira fresca é o ideal, mas se o gato for muito acostumado à ração, a partir dessa idade, convém escolher as indicadas para essa fase da vida. Rações adequadas podem ajudar a evitar problemas renais que são a grande queixa e maior desespero dos tutores de felinos.

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