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  • Cuidadoras de cães e gatos

  • Data: 20/01/2015
  • Toda manhã, logo que acorda, a aposentada Júlia Fernandes, moradora da Zona Norte de Sorocaba (SP), já se dedica aos cuidados com os seus cães e gatos: limpa o local em que eles ficam, coloca ração e troca a água. Mas, diferentemente da maioria das pessoas que possuem bichinhos de estimação em casa, este trabalho requer mais dedicação e até a ajuda de outras pessoas. Afinal, Júlia cuida de cerca de 200 cães e gatos que foram recolhidos da rua em situação de abandono ou até mesmo deixados em frente a sua casa.

    Não é que eu seja uma colecionadora de animais, mas é difícil ver um animal abandonado na rua, muitas vezes doente, e não fazer nada. Daí eu recolho, trato deles, mas não consigo ninguém para adotá-los depois e, por isso, eles acabam ficando comigo”, diz a aposentada que, atualmente, parou de resgatar animais da rua por não ter mais condições físicas, até por conta da idade, e, principalmente, financeira.

    Para manter os cães e gatos em sua casa, Júlia precisou abdicar de si própria, deixando de lado qualquer vaidade e dedicando 100% do seu tempo e dinheiro aos seus “filhos”, como ela os chama. O dinheiro de sua aposentaria vai todo para arcar com os gastos da manutenção de seu “abrigo”, porém não é suficiente e ela precisa contar com a colaboração de voluntários. Afinal, além dos gastos com a ração, ela ainda precisar arcar com os custos de atendimentos veterinários, medicamentos e a conta de água, que chega a R$ 500 por mês.

    Eu gasto cerca de R$ 5 mil por mês só de ração. Este dinheiro vem das doações, mas eu ainda preciso correr atrás para pagar os outros gastos. Eu tenho animais que fazem tratamento médico, por causa de doenças como câncer, e eu chego a gastar R$ 240 em uma caixa de remédio. Pra isso, acabo fazendo alguns bazares e contando com a colaboração de pessoas que sensibilizam com a minha causa”, desabafa.

    Se não bastasse toda a dedicação e dinheiro que Júlia oferece aos seus bichinhos de estimação, ela ainda precisou se endividar no banco, fazendo empréstimos consignados. “Se você olhar a minha conta bancária vai ver que eu estou pagando uns sete empréstimos, que já são descontados assim que a minha aposentadoria cai todo mês. E só sobra R$210, que eu também uso para pagar as outras despesas com os meus animais. Afinal todos aqui são vermifugados, vacinados e castrados”.

    fonte: G1

     

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