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  • O cavalo criolo atrai investidores

  • Data: 14/02/2014
  • A criação de cavalos crioulos em uma cabanha de Santo Cristo, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, vem atraindo investidores que querem aprimorar seus rebanhos. A venda em remates é feita para todo o país e até para o exterior, como mostra a reportagem do Campo e Lavoura (veja o vídeo ao lado). 

    Para chegar a esse estágio, no entanto, um longo trabalho de valorização da genética animal foi desenvolvido. Tudo começa com a seleção das matrizes. O processo de inseminação artificial é feita pela médica veterinária Carla Coelho. "Um dos principais pontos é ter uma boa mãe e um bom reprodutor. E cuidar um pouco a questão da genética, da consanguinidade", diz a especialista.

Entre os meses de setembro e fevereiro as éguas são cobertas e 95% delas pegam cria. A gestação leva 11 meses. Na cabanha de Santo Cristo, cerca de 50 novos potros nascem por ano.  Até estarem prontos para serem vendidos, eles passam por um trabalho de preparo, que inclui até natação para fortalecer a musculatura dos animais.  

    "O cavalo crioulo é um cavalo bom de criar porque tem rusticidade muito forte e, além disso, uma docilidade muito grande. É bem manuseável, serve para o pai, para a mãe, para o filho, para o peão, para o gaúcho, para qualquer um", diz o presidente do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos da região, Fernando Alberto Scholze. 

    Por ano a cabanha participa de dois remates. Os valores de cada cavalo podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil. O mais valioso é Rodopio, campeão do Freio de Ouro em 2008 é um dos principais garanhões. Uma das crias dele tem três anos e começa a ser treinada para a maior competição da área. "Envolve desde a época do desmame, com oito meses. A partir dos dois anos e meio, iniciamos a doma e começa o preparo morfológico. A partir dos quatro anos, o treinamento. É um grande sonho nosso"", diz o gerente da cabanha, Jonatan Rafael.

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